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quarta-feira, 17 de junho de 2015
Super promoção e-book "Precisava de você"!
terça-feira, 16 de junho de 2015
Dica de Leitura: “Uma prova de amor”, de Emily Giffin.
Adoro
essa escritora, pois além de entreter, seus livros sempre provocam reflexões
profundas. Essa obra não seria diferente. Achei o livro maravilhoso e assim que
comecei a ler só parei na página 205. Na segunda noite que retomei a leitura já
terminei o livro. Recomendo!
O
livro conta a história de Claudia que
é muito feliz e realizada no casamento, sendo que tanto ela como seu marido Ben não desejam ter filhos. Porém, um
deles muda de ideia. Então o livro passa a relatar os caminhos e dificuldades
que essa mudança de decisão de um dos cônjuges traz à vida e à relação conjugal
deles.
A
história é bem divertida e às vezes um pouco tensa, pois qualquer escolha sempre
envolve a renúncia de alguma coisa, perdas e ganhos também. Achei muito
interessante a forma como Claudia
relata os conflitos do casal, as dificuldades e as reações das pessoas perante
a escolha deles de não desejarem ter filhos, como se tê-los fosse uma obrigação
do casal, ou garantia, ou ainda, prova de felicidade.
Outro
ponto muito legal foi a descrição de como as pessoas imaginam que por eles não quererem
ter filhos, não gostam de crianças ou que não estão aptos para cuidar delas – o
que é irreal. Ter filhos e se implicar com isso é bem diferente de gostar ou não
de crianças.
O
desenrolar da historia é cativante e mostra a relação de outros casais com
filhos que não têm e não sabem o que é cumplicidade, amizade, paixão e amor, como
Claudia e Bem, sem filhos, têm - ou seja, desmistifica o pensamento que o
casal com filhos é feliz e realizado. Algo bem interessante a se refletir, pois o livro
mostra de forma sutil e delicada que a felicidade tem que estar dentro de cada
um de nós, e não em alguém, ou em um filho. Filhos não podem ser vistos como ‘atestado
de felicidade’, porque não o são.
O
livro é muito bem escrito, é inteligente e delicado, tratando do tema “ter
filhos como uma escolha e não como uma obrigação” de uma forma leve e clara. A obra
é uma delícia e prende o leitor do início ao fim. Não vou contar aconteceu com
o casamento deles, mas posso dizer que o final era tudo que eu esperava.
Boa leitura!
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Dica de leitura: “Os Segredos da Mente Milionária”, de T. Harv Eker.
Ganhei esse livro de amigos muito estimados e a
expectativa para a leitura estava bem alta. Eu já tinha lido outros títulos a
respeito desse assunto, todos bons, mas esse despertou meu interesse já ao ler
a contracapa. Ao começar a leitura, me empolguei ainda mais: leitura fácil e
instigante. Resultado: quase acabei o livro ‘numa sentada’, como costumo dizer!
O livro trata de ensinamentos para, além de
organizar as finanças, mudarmos o nosso modo de pensar a respeito do dinheiro e
a projetar rendimentos. O livro fala de vários pontos que travam o crescimento
e o desenvolvimento das nossas finanças, dando dicas de como superar esses obstáculos:
saber o que se deseja, pensar grande, focalizar oportunidades, correr riscos
calculados, admirar pessoas bem sucedidas, ser bom recebedor, não limitar os
desejos, administrar bem o dinheiro, colocar o dinheiro para trabalhar para
você, agir apesar do medo, sair da zona de conforto, se aprimorar sempre,
dentre outros.
Achei especialmente interessante o que o autor
chama de “conjunto de crenças que cada um de nós alimenta desde a infância e
que molda o nosso destino financeiro, quase sempre nos levando para uma
situação difícil” - impossível não se identificar com algumas situações, frases
e pensamentos... Segundo o autor temos que mudar a nossa programação mental,
pois se desejarmos pouco, projetaremos pouco e, como conseqüência, teremos
pouco!
O autor ensina como pequenas atitudes diárias e com pensamentos diferentes dos que estamos acostumados podemos substituir a mentalidade destrutiva - que nem percebemos que temos. Para isso, ele nos passa os "arquivos de riqueza", que são 17 modos de pensar e agir que distinguem os ricos das demais pessoas.
As dicas do autor não são apenas a respeito de
pensamentos positivos, são também a respeito de ações da mente milionária, ele
ensina além de mudar a nossa mentalidade, a criar meios de poupar e fazer com
que o dinheiro trabalhe para nós mesmos. O autor frisa os ensinamentos como ‘princípios
da riqueza’ e nos dá declarações que devemos dizer para que nossa mente se
molde a esse novo modo de agir.
Gostei muito do livro! Sabemos que o modo como
pensamos determina como somos e também o que atraímos. Você já percebeu que
quando estamos felizes parece que tudo a nossa volta sorri também, já quando
estamos de mau humor, parece que o mundo todo conspira a favor de dar errado? Então,
a respeito de finanças não poderia ser diferente. O problema é que nossa ‘programação’
do pensamento está errada. Se pensarmos corretamente, ou melhor, se pensarmos
como milionários vamos atrair milhões – essa é a filosofia do autor. Não custa
tentar!
Super recomendo esse livro, pois dicas para
melhorarmos de vida nunca são demais e achei que os ensinamentos do autor têm
muito fundamento!
Boa leitura!
P.S.: quero fazer uma agradecimento especial aos amigos que me presentearam com essa obra: obrigada Débora Granzotto e Ricardo Maran! Fiquei lisonjeada com o presente, sobretudo pelo conteúdo altamente instrutivo!
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Dica de leitura: “Um Certo Verão na Sicília”, de Marlena Blasi.
O livro, que é leve e delicioso, conta a história de Marlena,
jornalista, numa viagem ao interior da Sicilia. Superada a dificuldade inicial
de conversar com os habitantes para escrever um artigo - inicialmente a viagem
era a trabalho, pois seu editor a havia enviado, ela conseguiu o inimaginável:
fazer com que os moradores abrissem seus corações e passou a curtir o passeio
descobrindo encantos e sentimentos fortíssimos.Nessa viagem ela descobriu que o silêncio na Sicília é uma tradição, como se fosse algo para se protegerem, e se reflete na personalidade de seus habitantes, que são fechados e não falam sobre seus sentimentos. Porém, em meio a todo esse mistério, o carisma de Marlena conquistou os habitantes mais inflexíveis rendendo uma linda história.
A história se desenvolve quando Marlena e seu marido chegam à misteriosa Villa Donnafugata e conhecerem seus habitantes, sobretudo Tosca. Aos poucos, Marlena vai conhecendo detalhes da vida das pessoas, sentimentos tristes e outros emocionantes e muito lindos. A história de vida dos habitantes daquela vila é belíssima e cheia de sentimentos. Fiquei muito tocada com essa obra.
Eu sempre digo que o amor entre um homem e uma mulher é o sentimento
mais sublime que existe, pois não tem obrigações e só sobrevive se for real,
sem cobranças e de livre e espontânea vontade. A história de amor contida nessa
obra é grandiosa e de uma força incrível. É acalentador saber que o amor de um
homem e de uma mulher mudou a vida de muitas pessoas. Me emocionei e a obra me
arrebatou.
Um belo romance que fará você viajar pelo interior da
Sicilia, com descrições dos costumes, da paisagem e da culinária que lhe farão
sentir até os cheiros mais desconhecidos. Tenho certeza que essa obra tocará
seu coração. O amor é, realmente, lindo e tem uma força que desconhecemos.
Boa leitura!
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Dica de leitura: “Se eu ficar” e “Para onde ela foi”, de Gayle Forman.
Ao ler a sinopse do
livro “Se eu ficar” e de sua
continuação “Para onde ela foi”, eu
fiquei com muita vontade de ler os livros, talvez pelo tema envolvido –
experiência de ‘quase-morte’, acho que se pode dizer assim, e também pelos
sentimentos envolvidos.
O livro
trata da história, e do dilema, digamos assim, de Mia que após um grave
acidente tem que se ajudar e, sobretudo, decidir sobre seu futuro. O fato é que
após o acidente onde ela perde toda sua família, ela continua vendo e ouvindo
tudo. Ela vê o seu corpo, escuta tudo a sua volta, mas não sente nada. Nesse
período, Mia nos conta sua história antes do acidente e também busca respostas
para fazer a escolha mais difícil de todas: se deve ficar ou se deve se
entregar e ir embora também.
Ao contrário
do que se imagina esse dilema não é torturante para o leitor. Muitas vezes eu
pensei “fica, por favor!”, mas em outros momentos eu pensava “vai, se entrega,
nada aqui vale a pena”... Afinal não é nada fácil pensar em ficar aqui quando
se perdeu toda família... Mas aí tem os sonhos, os projetos, o amor... A
história é muito bem escrita e me envolveu completamente... O final me deixou
muito feliz!
Confesso
que sofri em algumas partes do livro, mas é inevitável quando você se coloca no
lugar e percebe como pequenas coisas são importantes e outras que pensávamos
ser grandes, nem tem tanta importância assim. Adoro livros que mexem com nossos
sentimentos como esse, que nos fazem pensar nas possibilidades e dos motivos de
lutar ou de se entregar.
O
segundo livro “Para onde ela foi” é
uma história contada por Adam – namorado de Mia, três anos após o acidente,
expondo todos os medos, angústias e esperanças após um acontecimento tão devastador
quanto a perda de toda família de sua amada e as consequências disso.
Não vou
contar qual foi a “escolha” de Mia no primeiro livro, assim você ficará ansioso
para saber o desenrolar da história, bem como as surpresas que virão no segundo
livro.
Esses
livros são ótimos, com leitura fácil e cativante. Você vai se emocionar (eu me
emocionei muito)!!
Mais uma autora que eu me apaixonei... Recomendo! Eu já estou com o terceiro livro dela em mãos: "Apenas um dia"!
Boa leitura!
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Dica de leitura: “O Sári Vermelho”, de Javier Moro.
"A
história real da mulher que desafiou a Índia por amor"
"O amor de uma mulher.
A
saga de uma família.
A epopeia de uma nação."
Espetáculo
de livro! Amei. História real de amor, política, dedicação e saga familiar.
Simplesmente imperdível. Essa obra é aquelas que além de entreter, nos ensina.
A saga da família Nehru-Ghandi é narrada com grande eloquência e com riqueza de
detalhes, mas não só como uma biografia ou romance. O livro conta, e explica, a
história social, religiosa e política da Índia.
O título
remete ao sári vermelho - peça de
roupa típica da Índia, fiado por Jawarharlal Nehru quando esteve preso, para presentear
sua filha Indira. Esse sári tem uma carga histórica, pois foi usada por Indira
Gandhi, sua nora Sônia e sua neta Priyanka em seus respectivos casamentos.
O ‘Sári Vermelho’ é uma epopeia. É a saga
de Nehru, Indira, Rajiv, Sanjay, Maneka, dos bilhões de habitantes da Índia,
com os erros e acertos, no intuito de construir uma nação mais justa e
independente.
Além
dessa carga cultural, o livro traz a história linda de amor, dedicação e
abnegação de Sonia, uma mulher que abandonou a Itália, sua terra natal, para
viver ao lado de seu amor. Além disso, Sonia ajuda a Índia a concretizar sonhos
de uma grande nação. A história é envolvente e muito bem escrita.
O livro conta
detalhadamente a história da dinastia Nehru-Gandhi, explicando a história da
Índia independente, seus costumes e tradições. Rajiv, marido de Sonia Gandhi,
uma italiana de Orbassano, foi vítima de um atentado terrorista. A mãe de
Rajiv, Indira Gandhi, e avô Nehru, também foram assassinados. Os três atuaram
no cargo de Primeiro-Ministro da Índia e lutaram para manter o país
independente. Depois da morte de Rajiv, Sonia supera o preconceito por não ser
indiana de nascimento e assume a presidência do maior partido democrático da
Índia, tornando-se uma das mulheres mais influentes do mundo.
A história familiar que se confunde com a história política da Índia tem, ainda, a nuance da simplicidade. No livro vemos uma família comum como qualquer outra, com seus problemas familiares e atritos. Sempre achamos que famílias que estão no poder estão acima das convenções e acima de conflitos ideológicos e filosóficos, mas nessa obra há o relato detalhado de que isso é ilusão. Todas as famílias têm seus percalços. Indira teve dois filhos, um deles foi Rajiv, grande político, mas também teve Sanjay, que era uma pessoa inconsequente e preocupada apenas em ter poder a qualquer custo. Este se casa com uma mulher ambiciosa que dá asas a esse traço problemático de sua personalidade, o que traz grandes problemas familiares e políticos.
A
narrativa do livro nos dá esperança de lealdade e devoção pelo país. Sonia abre
mão de suas convicções (odiava política), e em benefício de uma nação, assume o
papel que o povo precisa.
A
dedicação, a coragem e a honestidade da família em prol de um país é
apaixonante e nos faz sonhar com um futuro melhor e com governantes que
realmente estejam engajados na causa do povo. Sonho? Utopia? Não sei. Mas eu
sou uma sonhadora e apaixonada... Prefiro acreditar que existem pessoas que, um
dia, farão acontecer em nosso país e no mundo todo.
Adoro
sagas com pano de fundo uma história real, e esse livro nos transporta para a
Índia de forma incrível, nos fazendo compreender o dia-a-dia, os costumes, tradições
e a política daquele país.
O livro
vai muito além de um simples romance, ele relata a história política da
Índia, sua cultura, os oitocentos idiomas, crenças, tradições, enfim, é uma
aula sobre esse país asiático que é a maior democracia do mundo.
Recomendo
a leitura! O livro é fascinante!
Boa
leitura!
segunda-feira, 30 de março de 2015
Dica de Leitura: “O Beijo na Parede”, Jeferson Tenório. Editora Sulina.
Há algum tempo vi esse livro no site da
Editora Sulina e fiquei muito curiosa. Ao ler fui arrebatada. A linguagem simples
me cativou, parece que o autor está conversando conosco e a história prende do
início ao fim. Nem preciso dizer que li em apenas uma noite, pois não dá pra
dormir sem saber o final! Essa bela edição da Editora Sulina é muito
interessante e trata de temas doloridos de forma delicada e envolvente.
O livro trata da história de João, que com
apenas 11 anos se vê órfão: perde a mãe por um câncer; se muda para Porto
Alegre com seu pai, que logo se suicida – aqui já enfrentamos um tema super
devastador. Assim o pequeno João e se vê obrigado a enfrentar a vida sozinho, a
superar os abandonos mundanos e precisa amadurecer precocemente.
A história trágica do menino órfão que vem morar no Rio Grande do Sul toma
rumos inesperados e a condução de sua vida surpreende. Diante de tantos
abandonos materiais e emocionais, João consegue sobreviver e nas entrelinhas
ainda podemos sentir a carga psicológica e filosófica da narrativa e a descrição
de como o jovem teve de amadurecer de qualquer jeito e da melhor maneira possível.
Não pense que o livro tem uma narrativa
pesarosa e enfadonha. A história nos faz refletir sobre muitos aspectos da
vida, os abandonos que todos nós de uma forma ou outra também sofremos, as
violências que muitos estão expostos, a fome, a incerteza do amanhã, a fé, a sexualidade.
Nesse contexto ele ainda consegue falar sobre educação e assim insere os livros
na trama e em sua vida.
“O
Beijo na Parede” é o primeiro livro Jeferson
Tenório e ele conseguiu cativar o leitor pela sua narrativa fascinante e
envolvente. Gostei muito tanto do tema, como a forma que ele tratou as questões
de forma delicada e ao mesmo tempo direta.
Esse romance foi
premiado com o troféu "Livro do Ano" - 2014 - AGES (Associação Gaúcha
de Escritores). Confira
a fanpage da Editora Sulina www.facebook.com/editorasulina
Recomendo a leitura!
terça-feira, 17 de março de 2015
Dica de leitura: “Testemunhos da Infâmia - Rumores do Arquivo”, organizado por Tania Mara Galli Fonseca, Carlos Antonio Cardoso Fillho e Mário Ferreira Resende. Editora Sulina.
Essa obra da Editora Sulina trata de temas filosóficos da vida à luz da
psicologia e da psicanálise. O livro traz textos de profissionais da área que
vivenciaram diversas situações junto a doentes mentais, prostitutas, usuários
de drogas, e analisaram os sentimentos de forma clara e profunda. A obra nos
faz refletir sobre a vergonha de situações existentes, mas que preferimos
fechar os olhos, para que o sentimento triste não nos atinja – como se isso
fosse possível.
Os textos dão voz àqueles
que sempre foram “representados” por outros: prisioneiros, loucos, drogados,
prostitutas, a partir dos cenários da infâmia que os rodeiam, como o dos presos
da ditadura militar ou do território da prostituição.
O livro mostra situações
críticas e busca significados para sentimentos vivenciados pelos indivíduos que
não têm outra opção senão de submeter-se. Os testemunhos contidos na obra nos
fazem olhar para vidas que não imaginamos e a infâmias que muitos estão submetidos
por simples falta de opção, pois não diria que é falta de coragem mudar essas situações
tão limítrofes, visto que a mudança teria de ser bastante radical e não dependeria
apenas de vontade - é preciso estrutura para tanto.
Nesse livro nos
deparamos com situações corriqueiras para esses indivíduos – mas nem por isso
menos tristes, que foram testemunhadas por pessoas que trabalharam nas instituições
ou que buscaram conhecer as reais situações diárias desses locais a fim de
analisar e humanizar essa vivência.
Confira mais detalhes
na fanpage da Editora Sulina www.facebook.com/editorasulina
Boa leitura!
segunda-feira, 2 de março de 2015
Dica de leitura: “Tim” – Colleen McCullough
Há anos eu li outro livro
dessa autora: “Pássaros Feridos” –
inclusive já falei desta obra aqui: http://pimentapimenta.blogspot.com.br/2013/05/dica-de-leitura-passaros-feridos-de.html. Agora, li esse livro fabuloso:
“Tim” – que venho recomendar a vocês
por ser uma história única e inesquecível.
Ao conhecer o jovem Tim, com todas suas limitações, a vida de ambos muda. Não espere um
relato de uma história de amor quente e enlouquecedora, mas sim um relato de
amor sereno que começa tranquilamente, com doação, dedicação e abnegação
surpreendentes. É um sentimento novo para Mary, um tipo de amor que ela nunca
imaginou sentir. É emocionante a forma e a delicadeza que a autora relata essa
relação e esses sentimentos tão nobres.
A história é belíssima e nos toca mostrando que os verdadeiros sentimentos são singelos, que a vida é simples e que para sermos felizes bastam pequenos gestos, desde que verdadeiros: dedicação, afeto, companheirismo, doação, amor.
A obra dessa autora mais
uma vez me surpreendeu e me arrebatou. Emocionei-me com a facilidade do acesso
à felicidade pelos olhos do ingênuo e amável Tim, com a dedicação de Mary e com
a sucessão de acontecimentos que nos tocam.
Adoro livros que deixam uma
marca no meu coração – na verdade, sempre busco livros que me trazem mensagens
edificantes. Esse livro é mais um desses que ficarão para sempre na minha
memória. Super recomendo a leitura!
Aproveito para, com esse post, fazer uma pequena homenagem à escritora Colleen McCullough que nos deixou agora em 29 de janeiro de 2015.
Quero agradecer pelas suas obras grandiosas que lhe fizeram imortal. Obrigada também pelas maravilhosas mensagens que nos deixou. Colleen sempre será lembrada pelo seu incrível legado pessoal, pelo seu talento de ter conseguido nos tocar com sentimentos tão profundos e que foram traduzidos de forma brilhante, simples e delicada. Parabéns e obrigada!
Boa
leitura!
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Dica de leitura: “Laços Inseparáveis”, de Emily Giffin.
‘Laços Inseparáveis’ é uma história sensível que
gira em torno de amores adolescentes que duram pra toda vida, gravidez não planejada,
adoção, escolhas, arrependimentos... redenção. Uma história fascinante que não
nos deixa largar o livro. Além de nos prender do começo ao fim, eu me emocionei
com as sutilezas dos sentimentos e das atitudes de coragem, amor e até mesmo de
abnegação.
“Marian Caldwell é uma produtora de televisão de 36 anos,
vivendo seu sonho em Nova York. Com uma carreira bem-sucedida e um
relacionamento satisfatório, ela convenceu todo mundo, inclusive si mesma, que
sua vida está do jeito que ela deseja. Mas uma noite, Marian atende a porta...
para apenas encontrar Kirby Rose, uma garota de 18 anos com a chave para o
passado que Marian pensou ter deixado para trás para sempre. Desde o momento
que Kirby aparece na sua porta, o mundo perfeitamente construído de Marian — e
sua verdadeira identidade — será chacoalhado até o fim, fazendo ressurgir
fantasmas e memórias de um caso de amor apaixonado que ameaça tudo para definir quem ela realmente é. Para a precoce e determinada
Kirby, o encontro vai provocar um processo de descobrimento que a leva ao
começo da vida adulta, forçando-a a reavaliar sua família e seu futuro com uma
visão sábia e doce. Enquanto as duas mulheres embarcam em uma
jornada para encontrar o que está faltando em suas vidas, cada uma irá
reconhecer que o lugar ao qual pertencemos normalmente é onde menos esperamos
nos encontrar — um lugar que talvez forçamos a esquecer, mas que o coração se
lembra eternamente.” (informações contidas no site http://www.editoranovoconceito.com.br/livros/lacos-inseparaveis/).
A obra nos faz pensar muitas coisas como: até que ponto o
passado e as escolhas feitas podem ser mudadas ou remediadas? Ou, que direito
outras pessoas têm de querer mudar os resultados das escolhas de outra pessoa? Uma
pessoa não tem o direito de optar por algo diferente do que pensamos ou que,
supostamente, faríamos? Podemos julgar essas escolhas?
O livro trata de forma sensível e inteligente a respeito dos
sentimentos de uma mãe que entrega um filho para adoção, da mãe
que recebe essa criança e de todos envolvidos... e, na
realidade, quem pode se meter e julgar essa decisão? E quanto às conseqüências?
O que você acha?
A profundidade dos sentimentos narrados, bem como o conflito
interno e as angústias das personagens são marcantes e bem reais. Impossível não
se posicionar, ou ao menos não se confrontar com essas situações. Mais uma vez
a autora nos coloca à frente de um dilema interno: ‘e se fosse comigo, como eu
agiria?’
“Você pode fugir, mas
não se esconder” - essa frase contida no livro resume o sentimento da
história, pois ninguém pode fugir da verdade, nem mesmo a respeito de fatos que
foram muito bem organizados para nunca serem descobertos – mas pode optar por retomá-los
e incorporá-los a sua vida ou não. Um dia a verdade aparece: tanto com relação
a mentiras, em relação a sentimentos e principalmente com relação ao amor e
bagunçam tudo, principalmente a vida ‘perfeita’ que a protagonista pretendia
fazer todos acreditarem. Porém, arrumando essa ‘bagunça’ muitas coisas boas
acontecem... a história é apaixonante e envolvente!
O final é bem realista e a obra poderia ter uma continuação
(bem que eu queria!!), pois a história é incrível e a narrativa eletrizante.
Adoro os romances dessa escritora. Já li quatro deles e todos
são um sucesso (veja outros posts
aqui: http://pimentapimenta.blogspot.com.br/2012/06/dica-de-leitura.html http://pimentapimenta.blogspot.com.br/2012/11/dica-de-leitura.html) – agora só falta ler o último: ‘Uma prova de amor’.
Boa leitura!!
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Dica de leitura: “Nietzsche Psicólogo - A Clínica à Luz da Filosofia Trágica”, de Simone Mainieri Paulon. Editora Sulina.
Recebi essa bela coletânea de textos que nos leva à compreensão de muitos aspectos
emocionais à luz da psicanálise e quero compartilhar com vocês!O livro nos faz refletir quanto às idéias filosóficas e confronta os pensamentos de Nietzsche e Freud nos fazendo pensar sobre temas diversos, mas inerentes à alma humana.
Como
é um livro que trata que questões psicológicas e filosóficas, os ensinamentos poderão
ser interpretados de formas diversas por cada leitor. Passo a falar do que me
tocou e do que percebi com a leitura da obra - lembrando que cada um sente e
entende de acordo com sua vivência, carga de emoções e conhecimento.
Na
leitura dos textos, percebemos que as respostas aos mais diferentes
questionamentos estão acessíveis em nossa alma, bastando buscar e projetar os
caminhos e métodos de pensar da psicanálise e da filosofia.
Eu não sou o que se diria uma 'entendida' da área, então pra mim foi muito enriquecedor e passo a comentar alguns pontos
interessantes que você poderá aprofundar, concordar ou discordar, como a afirmação
de que a doença, o sofrimento e o ressentimento não têm apenas o lado ruim.
A dor pode ser a alavanca para novos
rumos e para o renascimento, sendo indispensável permitir-se viver tanto as alegrias
como as tristezas e frustrações. Assim aprendemos a lidar com os problemas e as
culpas associadas e que nem sempre são reais, podendo então nos libertar.
Inclusive a obra traz a construção dos
mandamentos da psicanálise trágica, explicando os mandamentos, como “Acolher a dor e o sofrimento como partes
integrantes da vida, tanto quanto o prazer e a alegria”. Parece impossível,
mas somente quando acolhemos e aceitamos o que estamos sentindo, podemos lidar
com as conseqüências desse sentimento e até mesmo mudá-lo. Só podemos tratar
aquilo que conhecemos, não podemos, portanto, nos furtarmos da dor e do
sofrimento, nem mesmo podemos ou devemos disfarçá-los. Tudo que se vive
intensamente é que se pode trabalhar e mudar dentro de nós, sem piedade ou
complacência.
“Interpretar os movimentos de construção e destruição
como partes do mesmo devir criador” é o mandamento que nos ensina que a
vida é feita de movimentos de morte e renascimento contínuos e concomitantes
que nem sempre são trágicos como sempre imaginamos. Partes nossas morrem para
que outras possam nascer num claro movimento de progresso emocional e afetivo.
A obra fala ainda das atitudes humanas
atuais na busca de companhia eterna, porém irreal. O livro mostra uma visão
clara e ao mesmo tempo triste em que as pessoas buscam amor, casamento, filhos,
para se sentirem plenas e completas. Porém, essa busca nem sempre é verdadeira
e, na maioria das vezes, representa apenas o deslocamento afetivo, ou seja, as
pessoas cansadas das frustrações amorosas tentam enganar-se buscando algo
fantasioso ou irreal para não mais perderem afetos – num claro sentimento de
compensação das frustrações.
O livro coloca em foco a identificação do
que é real e no que é fantasioso a respeito dessas escolhas existenciais, no
medo das mudanças que justificamos como perdas, as quais nos paralisam, nos
instigando a conhecer os próprios desejos reais e não aqueles substitutivos ou
compensatórios.
A
leitura dessa obra nos faz direcionar o olhar para dentro de nós mesmos em
vários aspectos, nos permitindo digerir certas experiências emocionais vitais que
muitas vezes foram aterradoras, mas à luz da psicanálise percebemos que
representam apenas evolução e amadurecimento.
Além desses pontos que menciono, a obra
traz inúmeros outros pontos e ensinamentos incríveis que nos fazem refletir. Boa leitura!
Confira mais informações na fanpage da
Editora Sulina www.facebook.com/editorasulina
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Amigas e mais nada...
Li o texto que segue na internet. Não sei a autoria, mas
poucas vezes encontrei um texto tão lindo e verdadeiro, por isso compartilho
com vocês.
Com esse texto quero homenagear a amizade.
Amigas, vocês
sabem a importância que têm na minha vida, mas sempre é bom enfatizar!!
"Aqueles
dias em que só elas resolvem.
Tem dias em que a gente acorda e não queria a mãe, nem o namorado, nem o sapato novo e nem mesmo o Adam Levine. Tem dias em que a única solução é uma delas por perto. Você e elas.
Elas. Que colocam o dedo na ferida e na sequência fazem seu curativo.
Que te julgam e nunca te condenam. Que apontam todos os seus erros e desenham o mapa do caminho mais seguro. Que dizem que vão te matar se você fizer isso de novo e você faz de novo e elas não te matam.
E te resgatam.
Tem dias em que a gente só queria que não tivesse trabalho, não tivesse distância, não tivessem maridos, namorados e casos. Que a gente queria acordar como nos velhos tempos, edredons para dormir no chão, sem hora para se levantar. Pijama e elas.
Elas. Do brigadeiro na panela, nada gourmet. Do Diário de Bridget Jones, do Diário da Princesa, do Diário de uma Paixão. Elas,diariamente.
Elas, que são nossa terapia sem precisar dizer nada, pelo simples fato de estarem lá, compartilhando as calorias, as frases decoradas dos filmes, as angústias secretas do nosso peito.
Tem dias em que não dá pra esperar até sexta. Que tem que ser agora, como era na escola, na faculdade, na pós, na chegada no trabalho. Que vocês iam até o banheiro pra conversar e chorar e rir e demorar e curar.
Banheiro e elas.
Elas. Que são onipresentes, que mesmo não estando, estão. Que mesmo quando a gente não pode se jogar em seus braços, nos amparam. E que mesmo que a gente não consiga nem mesmo falar, contar, lamentar, mesmo que elas não saibam de nada, o simples fato de pensar nelas já acalma.
Mas não basta.
Tem dias em que o mundo parece injusto, que os dias parecem vazios, que as tecnologias parecem inócuas. Dias em que a gente quer que elas peguem no nosso cabelo, digam que precisa hidratar. Que a gente quer segurar aquela mão tão conhecida, com esmalte lascadinho na ponta. Dias em que a gente quer colo seguro de amiga.
Elas. Que colocam o dedo na ferida e na sequência fazem seu curativo.
Que te julgam e nunca te condenam. Que apontam todos os seus erros e desenham o mapa do caminho mais seguro. Que dizem que vão te matar se você fizer isso de novo e você faz de novo e elas não te matam.
E te resgatam.
Tem dias em que a gente só queria que não tivesse trabalho, não tivesse distância, não tivessem maridos, namorados e casos. Que a gente queria acordar como nos velhos tempos, edredons para dormir no chão, sem hora para se levantar. Pijama e elas.
Elas. Do brigadeiro na panela, nada gourmet. Do Diário de Bridget Jones, do Diário da Princesa, do Diário de uma Paixão. Elas,diariamente.
Elas, que são nossa terapia sem precisar dizer nada, pelo simples fato de estarem lá, compartilhando as calorias, as frases decoradas dos filmes, as angústias secretas do nosso peito.
Tem dias em que não dá pra esperar até sexta. Que tem que ser agora, como era na escola, na faculdade, na pós, na chegada no trabalho. Que vocês iam até o banheiro pra conversar e chorar e rir e demorar e curar.
Banheiro e elas.
Elas. Que são onipresentes, que mesmo não estando, estão. Que mesmo quando a gente não pode se jogar em seus braços, nos amparam. E que mesmo que a gente não consiga nem mesmo falar, contar, lamentar, mesmo que elas não saibam de nada, o simples fato de pensar nelas já acalma.
Mas não basta.
Tem dias em que o mundo parece injusto, que os dias parecem vazios, que as tecnologias parecem inócuas. Dias em que a gente quer que elas peguem no nosso cabelo, digam que precisa hidratar. Que a gente quer segurar aquela mão tão conhecida, com esmalte lascadinho na ponta. Dias em que a gente quer colo seguro de amiga.
Segurança e elas.
Elas que não têm o colo acolhedor de mãe, nem o peito protetor de um namorado, nem o poder de um sapato novo, nem o abdômen tatuado do Adam Levine. Mas que são um oásis quando a vida parece difícil, um norte quando estamos sem rumo, um cais para onde podemos eternamente voltar.
Elas que não têm o colo acolhedor de mãe, nem o peito protetor de um namorado, nem o poder de um sapato novo, nem o abdômen tatuado do Adam Levine. Mas que são um oásis quando a vida parece difícil, um norte quando estamos sem rumo, um cais para onde podemos eternamente voltar.
Elas,
as únicas que brigam, apontam e julgam sem doer. As únicas que jogam as verdades evitadas, mas em cujas mãos viram purpurina. Elas, que colorem a vida nos dias cinzas. Que adoçam o peito quando ele ameaça
ficar amargo.
as únicas que brigam, apontam e julgam sem doer. As únicas que jogam as verdades evitadas, mas em cujas mãos viram purpurina. Elas, que colorem a vida nos dias cinzas. Que adoçam o peito quando ele ameaça
ficar amargo.
Elas. Elas e mais nada."
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