terça-feira, 17 de junho de 2014

Dica de filme: “Getúlio”

filme 2013
Sou fascinada pela história do Brasil, em especial a tudo que remeta ou que diga respeito ao Rio Grande do Sul. Gosto muito de livros e filmes a respeito dos grandes acontecimentos históricos do nosso país e não seria diferente com o filme “Getúlio”, estrelado por Tony Ramos, que faz magnificamente o Dr. Getúlio Vargas.

Sinto-me com liberdade de comentar a respeito do filme, pois a história é conhecida por todos, então não estarei antecipando fato algum ou sendo 'estraga prazeres". O filme é incrível. Emocionante. É impossível não sentir na pele a angústia do nosso presidente Getúlio em seus últimos dias.

É um filme histórico, emocionante, com grande atuação dos atores. Inclusive a caracterização está impecável. O filme é imperdível. Durante todo filme eu me senti fazendo parte de tudo aquilo. Foram incrivelmente demonstrados os fatos e os tristes acontecimentos daquele período (agosto de 1954).


O filme mostra os últimos dezenove dias do presidente Getúlio Vargas – um grande estadista, sereno, seguro, comprometido com a moralidade, a verdade e o esclarecimento dos fatos, sobretudo a respeito do “atentado da Rua Tonelero”.


Getúlio Vargas
Em vários momentos do filme, Getúlio se mostra exausto na luta pelo esclarecimento da verdade e devido à pressão política. As mágoas e incertezas pelas traições e a saudade do Sul estão sempre presentes. Penso que se não fosse a bala derradeira, ele teria sucumbido por motivos de saúde. Ninguém suporta por tanto tempo tamanha pressão. Ele deixa bem claro que resistiu à renúncia porque tinha valores morais e não iria se entregar injustamente, sair enxovalhado, condescendente com roubo e assassinato.

É inegável que fora um ditador - com todos as condutas repreensíveis, mas voltou ao poder pelos braços do povo e deixou um legado que nos marca até hoje, como talvez nenhum outro presidente tenha feito.

O filme mostra Getúlio como um homem com sentimentos coerentes e vontade de resolver a situação de forma pacífica. Um visionário que fora traído em vários momentos e das formas mais inacreditáveis. Vítima dos militares com um jogo de palavras e atitudes exigindo sua deposição? Conspiração e indução da opinião pública? A verdade nunca saberemos, mas tudo leva a crer que sim.

O filme faz menção ainda a seus grandes feitos que usufruímos até hoje, como os direitos trabalhistas e a Petrobrás. Mas passa longe de ser um filme partidário ou demagogo.

Tony Ramos

Tony Ramos

A cena final de sua morte é incrível. Me emocionei muito, apesar de saber que tal cena seria inevitável, mas ver todos os sonhos de um homem que queria um futuro melhor para nossa nação terminar daquela forma, me tocou demasiadamente. Drica Moraes, que fez Alzira, filha de Getúlio, está belíssima e em uma atuação de arrepiar, sobretudo nessa última cena.

Drica Moraes (Alzira) e Tony Ramos (Getúlio)

As emoções não param por aí: o filme traz ainda a leitura de parte da Carta-testamento, na voz de Getúlio (Tony Ramos) e cenas de seu velório, onde fora aclamado pelo povo, por quem ele sempre lutou.

Esse filme é daqueles imperdíveis. Não sou de partido político algum e acredito que independente das ideologias de cada um de nós, esse filme tem que ser visto como um documentário a respeito daquele momento histórico do nosso país, do grande estadista que Getúlio foi e pelos legados que nos deixou.

Fica o questionamento: como seria se o desfecho fosse diferente? Como estaríamos hoje? Difícil projetar, mas sempre fica o sonho de uma nação melhor e fortalecida quando temos à frente do governo uma pessoa que demonstra ter vontade real de mudar a situação do povo.

Super recomendo! Bom filme!


quinta-feira, 12 de junho de 2014

Dica de livro: “Cozinha para 2”, Carol Thomé e Duca Mendes. Editora Belas Letras.


Quando li a descrição desse livro, me encantei pela simplicidade e alegria: são receitas sem fogão e sem complicação! Adorei também porque trata o ato de comer como uma diversão apesar da preguiça em fazer pratos elaborados. Bom, pra começo de conversa, os autores do livro sequer têm fogão em casa e se viram muito bem, segundo eles!!! Parece impossível? Não para eles!

Não podemos negar que comer é uma delícia, mas que depende de certa disposição e dedicação. Porém, quando somos jovens e com mil coisas para fazer, queremos comer bem sem gastar muito tempo na cozinha, certo? Além disso, muitos de nós não sabem cozinhar ou, pior, sequer sabem a diferença entre batata, polenta e mandioca – como o Duca, co-autor da obra. Então, esse livro vem trazer receitinhas super fáceis e até mesmo inusitadas, com um toque de diversão, amor e companheirismo. A introdução do livro é super legal dizendo inclusive que “para cada mordida há um beijo apaixonado”. Uma graça!

Tem algumas receitas tão inesperadas e surpreendentes que não consigo nem sequer imaginar da onde surgiu a ideia!! Você já pensou em fazer Torta de Miojo? E Bolo de Coca-cola? Lasanha de biscoito? Torta do que tiver??? - essa é ótima, não acham? Sorvete de alface? - esse sorvete deve ser ótimo para os amantes de dietas!! Gelatina de champagne?? - olha aí a sofisticação dando o ar da graça! 

Enfim, são diversas receitas divertidas, que não exigem nada de “habilidade culinarísticas” (bem como diz no livro) e bem gostosas! Não espere um livro com receitas e ensinamentos rebuscados ou capazes de proporcionar aquele jantar elegante. As receitas são interessantes, leves e muito criativas!

O interessante é que essa obra, além das receitinhas inusitadas e descoladas, antes de cada uma delas tem a descrição de como tal "iguaria" fora criada. É um relato engraçado, criativo e animado de como eles fizeram aquela receita. Muito legal... tem até comentários hilários, do tipo: "não precisa se preocupar em não queimar a panela ou não colocar fogo na casa", ou, "é uma sobremesa que cura a ressaca e a deprê do pós-carnaval".

É uma bela obra da Editora Belas Letras, com ilustrações lindas, fotos apaixonadas e engraçadas, diagramação divertida, colorida e alegre. Certamente um belo presente para aqueles amigos que acabaram de casar, que gostam de comer, mas que não têm tanta paciência assim! 

Hoje mesmo quero provar umas receitinhas rápidas e divertidas. Acho que vou começar pela Queijadinha, que como eles mesmo disseram "foi amor à primeira mordida"!

Boa diversão, bom apetite e boa leitura!

Para maiores informações, acesse o site da Editora Belas Letras: www.belasletras.com.br




quarta-feira, 11 de junho de 2014

Lançamentos Editora Sulina

A Editora Sulina está trazendo lançamentos maravilhosos! Não perca!!

1-               “Comunicação, Consumo e Ação Reflexiva - Caminhos para a Educação do Futuro”, Rose de Melo Rocha e Maria Isabel Rodrigues Orofino



Neste livro, que dá início à Coleção Comunicação e Consumo, quinze experientes pesquisadores, do Brasil e do exterior, dedicam-se a uma problemática que a cada dia ganha mais destaque na agenda política e acadêmica de nosso país.
Enfrentando a polêmica associação entre educação e consumo, os autores desta coletânea assumem um olhar ao mesmo tempo crítico e esperançoso. Como já é uma tradição nos estudos organizados pela equipe do PPGCOM-ESPM, a construção do consumo como objeto teórico relevante ao campo da comunicação vem demarcada pela análise complexa, por leituras plurais e por reflexões que recusam o cartesianismo.
Construir uma agenda educativa na e para as contemporâneas sociedades e culturas do consumo parece fundamental. Propor políticas públicas capazes de atender à pluralidade de fenômenos e aos processos de exclusão e inclusão propiciados pelas lógicas e materialidades do consumo parece imprescindível.
Parte desse desafio e dessa utopia presente está desenhada no esforço reflexivo assumido neste volume.

2-               “Filosofia e Futebol - Troca de Passes”, Luiz Rohden 
Marco, Antonio Azevedo,e, Celso Cândido de Azambuja 



Filosofia e Futebol: troca de passes é uma mostra de talento na filosofia. A obra reúne acadêmicos de diferentes especialidades – sociologia, comunicação, filosofia, educação física e psicologia –, que nos convidam, cada um a sua maneira, a pensar filosoficamente o futebol. Os autores tratam de temas pouco explorados, mesmo inéditos, no “país do futebol”. Em estilo ensaístico e acadêmico, o multifacetado mundo do futebol ganha tratamento envolvente. A leitura, do aquecimento ao apito final, evidencia como a ética, a estética e a ontologia, entre outras áreas da filosofia, podem desvelar aspectos fundamentais e conduzir a novas interrogações sobre o futebol. O livro é da máxima relevância para todos que querem conhecer como a filosofia e o futebol se entrelaçam de maneira instigante, criativa e original. Pela atualidade, a obra reveste-se de significado especial. O país prepara-se para sediar o maior evento de futebol do planeta, e uma reflexão filosófica sobre esse fascinante esporte se faz mais que necessária.


3-               “Como Escrever a História do Brasil - Miséria e Grandeza”, Fernando Cacciatore de Garcia 

Fernando Cacciatore de Garcia nos dá, em “Como escrever a história do Brasil: miséria e grandeza”, uma visão de quanto foi aparada ou distorcida a história do país. Em seu texto, o autor nos traz conceitos novos, que nunca orientaram a historiografia brasileira que nos acostumamos a ter diante dos olhos: a lusofilia, a identificação com o opressor, a ativíssima Inquisição entre nós, a ideologia do fracasso, os mitos da influência dos degredados, o do fracasso das capitanias hereditárias, os em torno de D. João VI, a ausência do índio, do negro, dos miseráveis, dos cristãos novos e dos imigrantes como agentes históricos importantes, e muitos outros.
Revê ele vários desses “mitos e vezos” de nossa historiografia, os quais impedem o amadurecimento dos brasileiros e, por isso, do Brasil como nação, por não termos podido ainda criar uma historiografia e uma ideologia próprias e de acordo com o novo tamanho do país; uma historiografia que expresse nossos sucessos ao longo dos séculos e uma ideologia apenas brasileira com valor universal, mas que sirva em primeiro lugar para nós mesmos. O livro tem potencial para transformar-se em texto importante para os estudos em cursos superiores de história.


Pra variar eu já estou sonhando com esses lançamentos... O primeiro livro “Comunicação, Consumo e Ação Reflexiva - Caminhos para a Educação do Futuro” traz um tema super atual e interessantíssimo. 

Em época de Copa do Mundo, acredito que muitos vão enlouquecer com o “Filosofia e Futebol - Troca de Passes” e eu, que não entendo nada de futebol, creio que poderia aprender muito com esse livro! 

O último, “Como Escrever a História do Brasil - Miséria e Grandeza”, está me deixando ansiosa pra ler! É a minha cara!

Confira mais informações no site da editora: www.editorasulina.com.br

Boas leituras!


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Lançamentos Editora Belas-Letras

A Editora Belas-Letras está com lançamentos maravilhosos! Não perca!
Eu, particularmente, estou louca por esses lançamentos... 
Mal posso esperar para ler o livro "Cozinha para 2", 
que mistura o prazer da boa comida com amor... 
Tenho certeza que vou adorar!

Além disso está com pré-venda do livro 
"Quem, eu? Uma avó. um neto. Uma lição de vida', de Fernando Aguzzoli.

Para maiores informações, acesse o site: 
http://belasletras.com.br/
Boas leituras!!




Um livro azedo

Belas-Letras Lança Grumpy Cat para o desgosto do autor  

O gato mais mal-humorado do mundo gostaria de nunca ter escrito um livro. Mas, já que passou pela horrível experiência, espalha seu desgosto com a vida nas páginas de Grumpy Cat: Um Livro Azedo, que será lançado no Brasil pela Belas-Letras, no dia 27 de junho.
Fenômeno mundial da internet, Grumpy Cat conta a pior de suas sete vidas, dá mil motivos para ficar de mal com a sua e outros tantos para que você o deixe em paz. O livro ainda tem jogos e atividades para você praticar o seu mau humor e, como o gato, multiplicar a frustração por onde passa.
Para os fãs brasileiros, Grumpy deixa um recado: "Odeio vocês. Se forem ler o meu livro, por favor, não se divirtam".
 




Cozinha para 2

Belas-Letras lança Cozinha para 2

Sucesso no Youtube e no GNT, as receitas do casal 
Carol Thomé e Duca Mendes 
se juntaram no livro Cozinha para 2, 
que será lançado na terça-feira (27), 
 às 19h, na Livraria Cultura 
(Av. Paulista, 2073), em São Paulo.
Unidos pelo prazer de comer e pela falta de 

paciência com pratos complicados de fazer, 
Carol e Duca compartilham as suas impressões, 
 histórias e peculiaridades das suas receitas
 "sem fogão, sem complicação". 
Quem comprar o livro Cozinha para 2 durante a pré-venda, 
vai levar também um
 jogo americano (duas peças) personalizado. 
A promoção encerra hoje,
com frete grátis para todo o país. 

 





segunda-feira, 2 de junho de 2014

Dica de Leitura: “Outono de 68”, de Marco Vieira. Editora Sulina.

Quando vi a capa dessa obra, já me encantei. Adorei! Romântico e ao mesmo tempo me remeteu ao período histórico mais significativo do nosso país e que tem conseqüências até os dias de hoje – o período da ditadura militar.

Eu adoro livros que têm como pano de fundo uma época real da nossa história brasileira e esse livro consegue misturar o lúdico – um romance leve e gostoso, com aquela fase da nossa história que tantos horrores guarda.

Assim que peguei a obra em mãos e na minha “análise” (capa, folhas, contracapa...) vi que na orelha, nada mais, nada menos, que Juremir Machado da Silva fazia suas observações a respeito dessa obra. Bastou para eu não aguentar mais e começar a ler o livro naquele mesmo instante!

O livro é cativante desde o início. Conta a história de amor de dois jovens, seus sonhos, utopias, apostas, perdas, violências, medos e esperanças durante a ditadura militar. O livro se passa em Porto Alegre – RS e os relatos nos fazem viajar pelas ruas e avenidas daquela bela cidade. Depois passa por Paris trazendo acontecimentos inesperados. O livro mostra como os acontecimentos marcaram e mudaram a vida deles e de seus amigos para sempre de uma forma simples e envolvente. A leitura é cativante! Não perca!

Recomendo essa bela obra da Editora Sulina!
Boa leitura!!
 ISBN: 978-85-205-0706-3

Categoria: Literatura Brasileira, Romance 

Edição: 1ª - 2014

Formato: 14 x 21 cm

Nº de Pag.: 120
Peso: 0,170 Kg
Preço: R$ 20,00

Outono de 68 é um passeio no tempo. Um retorno a um passado recente e, ao mesmo tempo, distante, melancólico e trepidante, luminoso e sombrio, absurdo e carregado de sentidos. Marco Vieira leva o leitor a visitar uma época de sonhos e utopias, um tempo de apostas e perdas, de violências, esperanças e desespero. Dá para sentir a atmosfera dos anos 1960. É como se o vento daqueles dias viesse roçar nossa pele, mexer em nossos cabelos, bulir com nossa memória. Crônica de um salto no escuro, o relato recupera a história individual na História coletiva, nacional, trágica. Aos poucos, um universo vem à tona. Tem cheiro, ritmos, frases, um estilo.

Sim, Outono de 68 aborda um estilo de vida justamente num momento em que a vida sofre um baque e todos os estilos caem na clandestinidade. O ano de 1968 parece falar por si: juventude, musicalidade, desejo de mudanças, manifestações nas ruas e, no Brasil, um final de ano fúnebre com o AI-5. Os personagens de Marco Vieira evoluem nesse tempo transformado em universo. Parece, inicialmente, um espaço ingênuo de cidade do interior. O que se vê, em seguida, é a densidade das vidas acossadas, dos saltos no abismo, das janelas fechadas e de destinos marcados para sempre. No Brasil da ditadura, pais e filhos descobrem-se e encobrem suas diferenças. Dá para sentir os passos dos protagonistas nas ruas de Porto Alegre. Há um olhar de viés. Em tom de novela, a história revela, desnuda, surpreende e traduz o passado como presente perpétuo. Confira a fanpage da Editora Sulina www.facebook.com/editorasulina




segunda-feira, 26 de maio de 2014

Dica de leitura: “A Rosa da Meia-Noite”, Lucinda Riley

Vocês que acompanham o blog já sabem mas, essa autora, Lucinda Riley, eu leio sem nem olhar a sinopse! Simplesmente as obras dela arrasam... e saga familiar bem escrita e cheia de detalhes, como só ela faz, me conquista totalmente.

A história fascina desde a primeira página, relatando uma história que atravessa gerações, passando em palácios na Índia até mansões da Inglaterra. A obra relata de forma incrível e emocionante a história extraordinária de Anahita Chavan, que no apogeu do Império Britânico, tinha 11 anos de idade e estabeleceu uma linda amizade com a princesa Indira.

Os acontecimentos fictícios se misturam com a história mundial real, como a Primeira Guerra Mundial, o que só agrega ainda mais emoção à narrativa. Através dessa amizade, Anahita conhece seu grande amor e a história toda se desenvolve.

Passam-se oitenta anos e na mansão Astbury Hall - onde toda história de Anahita se passou, surgem as gravações de um filme com Rebecca Bradley. Então, com Rebecca e Ari (descendente de Anahita) a história e os mistérios que ficaram sem solução no passado começam a aflorar...

O livro é um mergulho na história do passado da família de Anahita, uma saga familiar envolvente, dinâmica e apaixonante.

O livro é simplesmente enlouquecedor! É daquelas obras que não se consegue largar!

Recomendo totalmente! Essa obra é daquelas que classifico como impossíveis de não ler! Certamente esse foi um dos livros que eu relaciono como um dos melhores que li.


Boa leitura!

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Parceria Editora Sulina

Novidade boa no Blog Pimenta!! Mais uma parceria!!

A partir de hoje o Blog Pimenta é parceiro da Editora Sulina!

Em breve mais publicações deliciosas a respeito de leituras adoráveis... Aguardem!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

“O Cemitério de Praga”, de Umberto Eco.

Há alguns dias li o livro “O Cemitério de Praga”, de Umberto Eco. Confesso que comprei apenas pelo autor, visto que já tinha lido “O Nome da Rosa” e a obra foi fascinante. Porém, esse livro é bem diferente, ou seja, a leitura é bem diferente: é uma leitura difícil, cheia de nuances e ironias... Não é aquela leitura lúdica, simples e fácil... É necessário concentrar-se para entender completamente o enredo e não perder o foco da história.

 
A história se passa no século XIX, em Turim, Palermo e Paris, cheia de tramas conspiratórias contra jesuítas, maçons, judeus e qualquer grupo considerado uma ameaça. A história alterna os diários de um capitão e um abade.

O personagem principal é o exímio falsário Simonini, um tabelião que falsificava fatos e documentos, os chamados ‘Protocolos dos Sábios Anciãos de Sião’, que supostamente teriam inspirado Hitler com os campos de extermínio, jesuítas que tramam contra os maçons, maçons, carbonários e mazzinianos que estrangulam os padres com as suas próprias tripas. A história conta ainda com um Garibaldi com as pernas tortas, os planos dos serviços secretos piemonteses, franceses, prussianos e russos, os massacres em Paris (onde se comem os ratos), horrendas reuniões por parte de criminosos que planejam explosões e revoltas de rua, barbas falsas, testamentos enganosos, irmandades diabólicas e missas negras.

Já no início do livro eu fiquei bastante impressionada com tanto ódio descrito contra os judeus, padres, alemães, austríacos, maçons, mulheres, italianos, franceses, armênios, turcos... Praticamente contra todo o mundo! E com ricas descrições!

Além disso, na obra há vários relatos dos alimentos, inclusive tem até explicação de como determinados pratos são preparados – o que é um pouco chato. O protagonista trata fatos históricos e ‘heróis’ com desdém e tem horror ao sexo.

Achou complicado? Que nada! Você nem imagina o quanto! Prepare-se: o autor insere até Sigmund Freud!

O autor mescla os ingredientes improváveis num cenário parisiense. A narrativa é inteligente, mas muitas vezes faz o leitor se perder, tanto que o personagem principal pratica atos reais, mas que foram, de fato, exercidos por outras pessoas, deixando o leitor um tanto perdido.

No final do livro, inclusive, tem uma tabela da cronologia da história para ajudar a localização dos fatos no tempo. Segundo o próprio autor, somente o protagonista é fictício, o restante dos personagens da obra existiu realmente.

Para ler esse livro e entendê-lo é preciso prestar atenção e ter senso de humor para perceber a ironia de Umberto Eco. Confesso que eu esperava uma leitura que me prendesse, assim como foi com “O Nome da Rosa”. Em “O Cemitério de Praga” achei o enredo confuso e sem uma história fascinante, clara e precisa como pano de fundo. Na verdade achei uma miscelânea de fatos que confundiram a minha leitura e me faziam perder o foco na história.

Espero que gostem dessa obra. Me perdoem aqueles que adoraram esse livro, mas tenho o compromisso de relatar exatamente o que eu achei de cada obra que li. Não vou simplesmente dizer falsamente que "amei" uma obra somente porque o escritor é famoso, porque todo mundo gostou, ou simplesmente porque o autor representa "cultura". 


A leitura dessa obra é válida, mas ficou aquém das minhas expectativas. Boa leitura!

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Homenagem ao grande poeta Mário Quintana

Há 20 anos, em Porto Alegre - RS, com 87 anos, faleceu o poeta e escritor gaúcho Mário Quintana.


 Eu, como boa gaúcha e (muito) bairrista, ouso dizer que foi o maior poeta de todos os tempos! Respeito todos os demais poetas – todos têm seu valor e sou apaixonada por muitos outros, mas peço licença para essa ‘paixão’, pois Quintana... é Quintana!

Escreveu Quintana: 

"Amigos não consultem os relógios quando um dia me for de vossas vidas... Porque o tempo é uma invenção da morte: não o conhece a vida - a verdadeira - em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira"
.

Mario Quintana gostava de brincar com a morte:

"A morte é a libertação total:
a morte é quando a gente pode,
afinal, estar deitado de sapatos".
  
Outros poemas do inesquecível Quintana:

Poeminho do Contra
Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão…
Eu passarinho!

Bilhete
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

A Rua dos Cataventos
Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.
Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.
Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arrancar a luz sagrada!
Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!
Esperança
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E — ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…


...Quintana deixou saudades... Porém, poetas dessa grandeza nunca nos deixam: vivem em nossos corações.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Convite! Juremir Machado da Silva em Passo Fundo!

Dia 08 de maio de 2014 - quinta-feira próxima, às 19h, no auditório da Faculdade de Medicina de Passo Fundo - RS, na Rua Teixeira Soares, o escritor Juremir Machado da Silva estará lançando o seu novo livro, autografá-lo e proferir uma palestra sobre o tema, numa promoção do Pré-Vestibular MediSchool, da Livraria Nobel da Gal. Osório e da Secretaria de Desporto e Cultura do Município. 





Confira um pouco sobre essa obra:

1964 Golpe Midiático-Civil-Militar

O golpe de 1964 chega aos seus 50 anos em 2014. O inventário dessa tragédia que abalou o Brasil continua a ser feito. Não foi apenas um golpe militar. Nem somente um golpe civil-militar. É verdade que empresários, governadores e militares atuaram em sintonia. Tem faltado, porém, um elemento no banco dos réus: a mídia. O golpe de 1964 foi midiático-civil-militar. O banco dos réus jamais foi formado. Militares, torturadores, golpistas de todos os naipes e mídia se autoanistiaram. É hora de exumar esses cadáveres guardados em nossos armários. Alguns ainda se exibem em vitrines na condição de paladinos da democracia. Os militares jamais mudaram de versão: teriam agido para salvar o país do comunismo e garantir a “verdadeira” democracia. Os civis golpistas recorrem, quando saem de um mutismo estratégico, a argumentos semelhantes. A mídia tem sido mais ardilosa: reescreveu a história e a própria história dando-se, aos poucos, um papel heroico de resistência. Houve jornalistas que apoiaram o golpe e resistiram à ditadura. Os grandes jornais, de maneira geral, apoiaram o golpe e a ditadura. Este livro examina o melancólico e lamentável papel da imprensa no parto do regime autoritário implantado no Brasil em 1964.

Grandes nomes do jornalismo e da literatura brasileiros cederam ao golpismo. Viram a chegada do caos nas reformas que tentavam arrancar o Brasil do atraso. A imprensa de 1964 atolou-se no mais rasteiro conservadorismo. Cumpriu a triste função de “cão de guarda” dos interesses das camadas mais reacionárias. Alguns jornalistas fizeram questão de passar recibo reunindo em livro, ainda em 1964, suas impressões. Esta obra completa um ciclo de “descobrimento”. A pesquisa, sustenta o autor, deve destapar, trazer à tona, revelar.
Confira a fanpage da Editora Sulina www.facebook.com/editorasulina



Participe! Esse evento é imperdível! 

Olhem eu aí pegando autógrafos nos meus livros durante o último evento quando o escritor Juremir esteve aqui em Passo Fundo - RS lançando o livro "Jango: a vida e morte no exílio".

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Lanchinho gostoso e fácil de fazer: quiche!

Hoje vou passar uma receita gostosa e que você pode adaptar aos ingredientes de sua preferência. 

O quiche é um lanche leve e gostoso, sendo uma ótima opção para o feriadão que vem chegando!


Quiche de ricota, tomate seco, azeitona e presunto
Quiche

200 gr de farinha de trigo
100 gr de margarina
2 gemas
1 pitada de sal

Junte todos ingredientes, amasse bem, forre as forminhas e reserve.

Recheio:
Bata no liquidificador: 2 ovos inteiros e crus; 1 xíc. de leite; 1 colher de sopa de queijo ralado; 1 colher de chá de margarina; 1 pitada de sal; 100 gr. de ricota.

Misture, sem bater, os ingredientes de sua preferência: tomate seco, presunto, azeitonas, frango desfiado.

Recheie as forminhas já forradas com a massa e leve ao forno médio.

Bom apetite e ótimo feriado! Feliz Páscoa!