terça-feira, 17 de abril de 2018

Pequenas grandes mentiras


Odeio mentira. Quem não odeia? Porém, quem de nós nunca mentiu alguma coisinha, mesmo boba que fosse? Acredito que todos nós já usamos aquele famoso: ‘está tudo bem’, quando na verdade a vida está um turbilhão de emoções ou uma enxurrada de problemas - o que é necessário até por questão de preservação, porque seria muito chato, e insuportável até, sermos tão sinceros a ponto de descrevermos nossas vidas a todo momento e para qualquer pessoa. Porém, mentiras sérias, sim, essas abomino. Sou tão avessa a mentiras que não consigo conviver com pessoas que mentem habitualmente, que usam as mentiras como meio de se vangloriarem, esconder suas falhas ou de vitimizarem. Mas aí já entramos em outro campo. O campo da mentira doentia que busca esconder os erros dolosamente.

Entrei nesse assunto ‘mentiras’ porque acabei de ler um livro – maravilhoso, diga-se de passagem: “Pequenas grandes mentiras”, de Liane Moriarty. Essa obra é um passeio pelo cotidiano de todos nós: amigas que se unem para ajudar outra amiga um pouco deslocada, desabafos sobre o passado, pequenos fatos ‘escondidos’ das amigas por vergonha, pequenas mentiras que parecem inofensivas e que, supostamente, não mudariam a vida de ninguém. Mas, no decorrer da obra percebemos que – exatamente como nas nossas vidas, algumas mentiras têm suas consequências e podem afetar alguém. Afinal, quais mentiras são inofensivas? Quais são necessárias? Será que um fato que alguém prefere esconder não mudaria ou influenciaria a vida de outra pessoa?


Adorei uma passagem em especial do livro em que uma das personagens diz (não com essas palavras) que não mais irá mentir, mesmo que os demais a ajudassem a sustentar a mentira para salvá-la de algo pior, pois já mentiu tempo demais na sua vida e nada mais poderá afetá-la. Nessa passagem em especial, se trata de uma mulher que passou a adolescência inteira vendo seu pai agredir sua mãe, mas aprendeu a fingir e a mentir que tudo sempre estava bem pelo ‘bem da família’. As marcas dessa mentira e desse fingimento refletiram em sua vida adulta e, por isso essa escolha de não mais fingir, nem mentir. Achei incrível o poder libertador que essa passagem nos traz. Falar a verdade – mesmo que no momento pareça terrível, no futuro traz uma paz que não tem preço.

Gosto muito da narrativa de Liane Moriarty: ágil que nos prende do começo ao fim, sempre nos faz pensar e nos colocar no lugar do outro. Nessa sequência de histórias que se interligam, o livro elucida a história de um grupo de amigas/conhecidas e narra fatos e acontecimentos que todos nós presenciamos e sentimos no nosso dia-a-dia de forma comum e que preferimos esconder: um desafeto, uma relação agressiva, um amigo manipulador, um casal perfeito que na verdade não há nada de perfeito, a opção sexual de alguém... sentimentos e as reações que de uma forma ou de outra interferem em nossas vidas e nas nossas atitudes como um todo. Importante o questionamento que a autora traz nos meandros de sua narrativa a respeito do que é importante ser dito, o que deve ser mudado e o que deve ser contado.

O livro é na verdade um espelho da nossa sociedade: todos têm problemas, todos vivem da melhor forma possível driblando os percalços da vida e nem sempre deixando isso à mostra. Isso é preservação e faz parte da boa convivência até. A forma como a autora nos faz ver que esses pequenos fatos e essas pequenas omissões (ou mentirinhas) do nosso cotidiano podem ter consequências graves é de uma delicadeza ímpar. O importante é não cair na cilada de mentiras sérias e guiar a vida através de condutas saudáveis e que promovam o bem de todos.

Em resumo: não existe vida perfeita, mas existem pessoas evoluindo e fazendo o melhor que podem para ser felizes! Esse é o verdadeiro sentido da vida e onde reside a suposta perfeição: ser feliz com o que se tem e da melhor forma que conseguir!





sexta-feira, 2 de março de 2018

Dica de leitura: "Entre Irmãs”, de Frances de Pontes Peebles


Há alguns dias terminei de ler a obra “Entre Irmãs”, de Frances de Pontes Peebles. Apesar de a leitura ter terminado, o enredo não saiu da minha cabeça. A história me tocou profundamente e me deixou com os sentimentos à flor da pele. O livro, além do entretenimento, é um convite à reflexão.

A escritora é brasileira, hoje radicada em Chicago, então não vou negar que meu coração palpitou de orgulho e admiração. Inclusive o livro foi adaptado e virou filme e minissérie. Um sucesso!

O livro é um épico que conta a história dramática e emocionante de duas irmãs no sertão de Pernambuco numa época de grandes transformações políticas de nosso país: década de 1930 – era Vargas.

Adorei a forma leve que a escritora delineou a história real do nosso Brasil com a história das irmãs Luzia e Emília. Achei muito interessante a forma sutil como a escritora conseguiu mostrar a sociedade da época, os costumes, as regras ditadas pela ‘aristocracia’ dos coronéis, que na verdade perduram até hoje de outra forma, mas com a mesma intensidade. Existem coisas e valores que, infelizmente, nunca mudarão: dinheiro, fama e poder sempre falam mais alto. Aparências são mais importantes do que a felicidade verdadeira. Mulheres sempre relegadas a segundo plano e educadas para fazerem um ‘bom casamento’. Filhos homens orientados a estudar e fazer fortuna. Enfim, situações que hoje até se tenta modificar, mas no fundo continuam iguais.

Luzia e Emília vivem em Taquaritinga aos cuidados da tia Sofia, que lhes ensinou o ofício de costureira. Os dramas familiares e as dificuldades não impediram que as meninas sonhassem e fossem felizes ao seu modo. Emília, sonhadora, deseja casar e mudar-se para a cidade grande. Luzia se conforma com a realidade, atura o preconceito e convive com as dificuldades de ter um braço enrijecido em consequência de um acidente numa árvore quando criança.

Porém, a vida reserva surpresas e o cangaço chega à Taquaritinga. Luzia, sem pestanejar, se une aos cangaceiros, deixando a tia e a irmã sozinhas, já que não imagina outro rumo a dar para sua vida nas condições que se encontra. Emília se casa e vai morar em Recife. Duas vidas separadas pelas dificuldades e circunstâncias, mas a trama mostra que em pensamento as duas irmãs estão mais próximas do que nunca, e isso me fascinou.

Não vou contar como a história se desenvolveu para não tirar o prazer do leitor. O que me toca nos livros é sempre o sentimento que eles deixam em nossos corações. Nessa obra, o que me marcou foi que o tempo passou, as circunstâncias mudaram, cada irmã deu rumo a sua vida, mas o amor que as uniu esteve sempre presente. Tudo que Luzia fazia, pensava na irmã e o mesmo se dá com Emília. Isso é maravilhoso, pois nota-se que o amor entre irmãos é o bem mais precioso que se pode ter e nada, nem ninguém, consegue acabar. A distância física das meninas não impediu que uma cuidasse da outra ao seu modo, da forma como era possível.

Devorei a obra sonhando com o momento em que as duas irmãs pudessem se reencontrar – e esse era o sonho delas também. O destino acaba unindo as irmãs de uma forma inusitada e emocionante. No livro, elas não se encontram fisicamente, mas de coração estão mais próximas e unidas do que nunca.

Fiquei completamente absorta com a história do sertão nordestino. Pra nós parece impossível viver naquela seca e em condições tão precárias. É muito triste saber que isso existiu, e que talvez ainda existam famílias em situações de tamanha escassez. O que mais me encantou foi perceber que apesar daquela triste realidade existia a beleza dos sentimentos que as irmãs mantinham e levaram pra vida toda. Mesmo separadas e sem conseguirem se comunicar, estavam sempre em sintonia, uma pensando na outra e, de certa forma, lutando pela outra.



P.S.: Meu livro é autografado! Adoro meus livrinhos!

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Segredo do sucesso

Qual o segredo do sucesso? Trabalho? Dedicação? Talento? Sorte? Destino? Atitude?

Acredito que o trabalho, dedicação, comprometimento e atitude são indispensáveis para o sucesso, mas a sorte está intimamente ligada ao êxito.

Talento. Uma palavra de origem latina que significa a inclinação natural de uma pessoa a realizar determinada atividade. Sorte, um quase-sinônimo de destino, exibindo como principal diferença a divisão entre "boa sorte" e "má sorte”.

A concepção de sorte é profundamente enraizada no imaginário popular, interferindo na conduta dos que nela acreditam, conforme a forma em questão. Em muitas culturas, imagina-se que a sorte possa ser obtida através de artifícios mágicos, como ferraduras de cavalo, trevos de quatro folhas, amuletos, etc., confundindo-se muitas vezes com questões relativas à influência de forças do além.

A sorte também pode ser associada ao grau de contatos, ser conhecido ou ainda, conseguir “aquele empurrãozinho”, concordam? A sorte é mais do que isso tudo de imaginário popular... é aquela facilidade que algumas pessoas têm de conseguir as coisas de forma mais fácil que as outras.

Penso que sorte sem talento não adianta de nada, mas também talento sem sorte não alcança  o objetivo. Pense: do que vale alguém ter talento para determinada atividade, se dedica e trabalha duro nela, mas as portas não se abrem, as pessoas não conhecem seu trabalho, ou ainda, sequer tem a oportunidade de mostrar esse talento?

Da mesma forma se a pessoa tem sorte, mas não possui nada de talento... pode até conseguir mostrar sua arte ou ofício, as portas se abrem para ela, mas não agrada e não alcança seus objetivos da forma como é esperado.

Você já pensou nisso? Por isso eu digo que todos precisam de sorte, de oportunidades, não basta talento. Acredito que o segredo do sucesso é ter, em doses equilibradas, talento e sorte. Equilíbrio... palavra chave!


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Retomada de um sonho

Há anos tenho o desejo de escrever. Fiz esse blog há bastante tempo com esse intuito e o projeto inicial era de publicar textos com meus sentimentos e reflexões.

Comentei essa vontade e a forma como eu colocaria em prática com várias pessoas. A maioria apoiou e incentivou calorosamente e então fui em frente construindo meus textos em um formato adequado ao blog. Até o dia que uma pessoa riu de mim e desprezou meu projeto. Incrível como muitas pessoas deram força e apenas uma pessoa desdenhou a minha iniciativa, mas esse único comportamento negativo norteou minhas ações: abandonei o sonho. Prefiro acreditar que a pessoa que me 'deu um banho de água fria' não fez por mal. Fez pra tentar me proteger ou ainda, por receios que nem posso imaginar - e nem quero.

Reuni todo o material que eu já havia produzido e coloquei no lixo. Talvez porque naquele momento era assim que me sentia: um lixo também. Uma louca em ter a pretensão de publicar minhas reflexões e observações. Afinal de contas: quem eu achei que era? 

O blog seguiu com outra proposta e me alegrou muito, apesar de não atingir  o foco do que eu realmente desejava. Como vocês que acompanham o blog sabem, falo de livros e outros assuntos comportamentais que não, necessariamente, sejam textos contendo meus íntimos sentimentos. 

O tempo passou e o sonho que estava adormecido, acordou. À noite meus pensamentos fervem e os textos simplesmente vêem com uma clareza assustadora em minha mente que chega ser inacreditável. 

Sentimentos, frases, ideias, até a forma, a estrutura e a pontuação praticamente se materializam diante de mim. Entendi esses lampejos de criatividade como um chamado e talvez por isso deixei o antigo sonho acordar.

Claro que para esse processo todo de recomeçar tive muitos incentivos. Um texto aqui, outro ali, uma cutucada aqui, outra ali... mas, absurdamente, toda vez que me pego escrevendo novamente, as lembranças daquelas palavras duras voltam e fazem eco em meu ser: "ah, que boba, Lisiê!". Sim. Quatro palavras que me cortaram completamente e que até hoje rebombam na minh'alma. 

Por que atitudes negativas têm tanto poder? Por que deixamos que ações negativas tolham nossos sonhos? Medo, talvez, de sermos escrachados ou ridicularizados? Na verdade acredito que por medo do julgamento das pessoas que nos são caras. Medo excessivo e infundado de agradar? Pode ser. Insegurança? Ok, acho que foi um misto de tudo isso.

De uns meses pra cá venho tentando esquecer aquelas palavras e todas e quaisquer atitudes negativas que vivenciamos todos os dias. Tenho tentado ser mais positiva, inclusive, acreditar mais no meu potencial e, sobretudo, dar voz aos meus desejos. Talvez por isso tenho sido mais ousada. Tento experimentar mais e encarar o novo.

Talvez eu seja boba mesmo. Boba de compartilhar isso com vocês, boba de partilhar minhas reflexões com vocês. Não sei, mas boba mesmo fui por ter esperado tanto tempo para tentar. Por ter deixado que uma frase guiasse meus passos. Por ter abandonado um sonho de forma tão rápida e por algo tão pequeno.

O que sei mesmo é que estou produzindo meus textos, minhas observações. Já tenho bastante material pronto. Apenas não sei se eu estou pronta! Aos poucos espero estar e também espero ter coragem de compartilhar isso tudo... e de certa forma, me expor.

Se há algo que eu possa dizer hoje que gostaria que ficasse marcado em quem está lendo, é: não deixe que uma negação de alguém te paralise. Obedeça suas vontades e seja feliz. Ninguém melhor do que nós mesmos para saber o que nos faz feliz. Não existe certo ou errado. Existe o que nos faz bem... e se nos faz bem, fará bem aos outros.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Três livros, três autoras... mas a mesma problemática.

Acabo de ler três livros de diferentes estilos e diferentes autoras que sequer moram no mesmo continente, mas as obras me fizeram refletir sobre o mesmo tema e aspectos que há muito tempo me fazem pensar. A obrigação ou, melhor dizendo, a cobrança com a maternidade que muitas vezes deixa de ser escolha e passa a ser um dever.
Aproveito para indicar a leitura dos três livros, pois são maravilhosos, muito bem escritos e nos fazem refletir sobre esse tema importante.
No primeiro livro “A garota no trem”, de Paula Hawkins (tem o filme também), o centro da história nem é o assunto que me fez refletir, mas se você ler a obra verá que tudo girou ou foi causado por essa cobrança da maternidade que está arraigada em nossos seres. O livro conta a história de três mulheres que se entrelaçam e revelam matizes de sentimentos profundos.
Rachel, que desejava muito ser mãe, não pode e isso foi o estopim para uma crise conjugal irreversível. Megan, que teve uma gravidez indesejada e o bebê morreu num acidente terrível, tem horror à ideia de ser mãe novamente – o que causou muitos problemas em seu relacionamento. Anna teve sua filha por vontade própria e decisão do casal... mas se prestarmos atenção aos relatos nas entrelinhas, perceberemos que Anna engravidou para garantir e segurar o casamento.


O outro livro é “O amor em primeiro lugar”, de Emily Giffin, que conta a história de duas irmãs. Meredith, casada e com uma filha, tem grandes dúvidas a respeito de seu casamento e descreve as agruras da maternidade e todos os questionamentos inerentes. Como se ela se culpasse por ver essa realidade e sentir essas dúvidas, ela se corrige logo após os relatos, sempre dizendo que ‘ama a filha acima de tudo’ e blá blá blá. Não duvido disso, e acho justo ela falar o que realmente sente, pois essa coisa de idolatrar a maternidade, e só mostrar a parte boa, não está com nada e cada vez mais soa falso e ilusório, pois tudo tem o lado bom e o lado ruim.
A outra irmã, Josie, ao contrário: solteira e sem filhos, sonha com a maternidade - como se isso fosse salvar sua existência. O tema central do livro nem é a maternidade em si, mas essa discussão é um ponto alto da trama muito bem escrita por essa autora que eu, particularmente, adoro e que eu já li todos seus livros publicados.

O terceiro livro, "O Perfume da Folha de Chá', de Dinah Jefferies - livro maravilhoso que já mencionei aqui http://pimentapimenta.blogspot.com.br/2017/03/dica-de-leitura-o-perfume-da-folha-de.html também não tem como tema central a maternidade, mas traz esse acontecimento como ápice da trama e nos faz sofrer pelas escolhas da protagonista que desejou ter filhos, mas no momento do nascimento se depara com uma escolha inacreditável e dolorosa. 
Como pode a decisão de ser mãe - que deveria ser uma escolha feliz - trazer tantas dúvidas e problemas? Não que eu tenha todas as respostas, mas fica fácil ver a explicação. Porque simplesmente as mulheres se veem sem possibilidade de escolha, renegadas a segundo plano e suas vontades não são respeitadas na maioria das vezes, sendo que a maternidade é simplesmente vista como uma consequência natural e exigível para a mulher que chegou aos 30 anos ou uma obrigação para a mulher que se casou.
Estamos em pleno século XXI! Temos e podemos dar voz aos nossos desejos. O que importa é escolhermos e vivermos da forma que queremos sem se importar com o que os outros vão dizer ou se a sociedade irá nos julgar. Ninguém nasceu para satisfazer a sociedade ou cumprir alguma regra imposta e sim para ser feliz, do jeito que mais nos aprouver! 

Felicidade é tudo na vida. Somente cada um de nós saber o que é melhor e nos fará feliz. Liberdade nas nossas escolhas é o primeiro passo para a plenitude e a paz de espírito e, consequentemente, para a felicidade!

quinta-feira, 2 de março de 2017

Dica de leitura: “O Perfume da Folha de Chá”, de Dinah Jefferies.

O meu estilo de leitura favorita é romance histórico, sagas familiares com fundo de história real. Essas obras me fascinam, então quando vi nas redes sociais esse livro com a descrição “Um homem atormentado por seu passado. Uma mulher diante da escolha mais terrível de sua vida. "O perfume da folha de chá", de Dinah Jefferies, é um drama familiar complexo e envolvente, que retrata a força do amor materno diante das mais devastadoras circunstâncias”, eu soube que seria completamente arrebatada por essa obra.

Assim que o meu livro chegou já comecei aquela inspeção corriqueira para quem é amante de livros: análise da capa, contracapa, orelha... que obra linda!! Adoro capas com o título em relevo, e esse tem algo que nunca tinha visto: o relevo não é liso e brilhoso, é opaco e áspero. Muito diferente e eu adorei! Parabéns pela linda edição!

Sempre tenho alguns livros ‘na fila’ como costumo dizer, mas essa obra passou na frente das outras, pois eu não aguentaria esperar para conhecer essa autora e essa história que pela sinopse tanto prometia. Passeio-o na frente de outros nove livros e comecei a leitura. Em pouco tempo já estava completamente absorvida, quando me dei por conta já estava na página 90. O livro é apaixonante! Um romance cheio de emoções e conflitos psicológicos nos fazendo viajar para o Ceilão e viver essa história junto aos personagens.

A forma de escrever de Dinah Jefferies é envolvente e cativante, sem rodeios e com descrição bem gostosa – sem ser cansativa e dando margem para nossa imaginação. A fazenda de chá onde a trama se desenrola se formou na minha imaginação de uma forma lúdica e cheirosa! Sim, ficava imaginando como aquela fazenda deveria ter um aroma gostoso de chás e senti falta de um capítulo em que a protagonista passeasse pela plantação de chá fazendo suas observações e descrevendo o cenário da colheita, dos cheiros e sensações.

A trama em si é rica e envolvente, trazendo fatos históricos como pano de fundo, como a guerra mundial e a queda da bolsa de 1929. Nesse cenário histórico de luta, os sentimentos retratados nos fazem refletir sobre as consequencias das escolhas, amores, sociedade, comportamentos, etnias e racismo. Também gostei muito da forma sutil que a autora mostra como uma pessoa atormentada, com medo ou ferida age se fechando para o mundo, adoecendo e causando tristezas e angústias a todos a sua volta. Uma ótima reflexão para compreensão.

Além disso, os medos, paixões, dúvidas, inseguranças, fatos e tormentos do passado, histórias familiares ocultadas que marcaram e direcionam as vidas são muito bem relatadas e descritas no livro criando um ar de suspense e incerteza sobre o desenrolar da trama, nos fazendo viver dentro da história. Até o final dessa bela obra ficamos esperando ansiosamente pelo deslinde de tantos fatos, que ao final vemos que estão interligados sendo que cada acontecimento é consequência do outro e que o amor é sempre o maior sentimento do mundo - quando está presente, nada está perdido e tudo ficará bem.

É impossível não se sentir parte da história e se regozijar com a redenção dos personagens, bem como com as curas emocionais dos tormentos e medos. É uma obra que nos faz refletir sobre a vida como um todo, é um passeio pelas emoções.

O livro é tão bom que eu fiquei querendo mais. Coloquei-me a pensar que o livro poderia aprofundar algumas histórias paralelas causando ainda mais emoção e imersão na história - como a história do bisavô de Laurence (que apenas é mencionada) e a história de Verity (irmã de Laurence) – que inclusive ficou um pouco evasiva e sem esclarecimentos que acho que enriqueceriam a trama.

Senti um pouco de falta daquele aprofundamento no passado x presente e as consequencias até os dias atuais. Ok, sei que esse é o estilo de Lucinda Riley (que eu super-recomendo, pois amo suas obras) mas... acredito que seria uma viagem mais completa. Adorei a escritora Dinah Jefferies e ela ganhou um lugar dentre as minhas favoritas.

Recomendo esse livro fascinante! Prepare-se para começar e não mais querer parar... é envolvente e apaixonante!

Boa leitura!!








quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Um ano de Yoga

Esse mês completei um ano de contato com essa prática maravilhosa que é o Yoga. 




O Yoga transforma a vida das pessoas. 

Yoga significa união com o universo, integração do corpo, mente e a energia vital. É um estilo de vida e sua filosofia nos integra com o nosso eu e aflora sentimentos de amor próprio que nunca pensei que fossem tão fortes.

Esse carinho e cuidado consigo mesmo trazem equilíbrio nas emoções, serenamento e paz. Não é rara a introspecção, pois quando estamos completos nada mais precisamos, se bem que as relações que mantemos, se tornam ainda mais fortes, porque com toda essa transformação, o que é bom fica ainda melhor.

Yoga não é apenas asanas (posturas), é consciência corporal, mental e espiritual. 

O relaxamento, as respirações (pranayama), a meditação nos traz, ou melhor, nos revela um mundo que estava guardado dentro de nós mesmos e sequer acessávamos. Acessar esse canal é ir ao encontro da saúde integral que não existe sem o amor próprio - que é o único amor incondicional.


Não que eu tenha mudado completamente e hoje eu seja a pessoa mais ‘zen’ do mundo! A minha essência é de energia, é de fogo, não tenho e não devo mudá-la. Cada ser é único e aqui está a beleza do ser humano! Hoje eu seleciono os sentimentos e canalizo as minhas emoções.

Aprendi muitas coisas, inclusive que ansiedade nada mais é do falta de organização e planejamento, por isso não mais me considero uma pessoa ansiosa, e sim uma pessoa organizada e com atitude. Tudo que está em minhas mãos, faço hoje. Amanhã é o tempo dos procrastinadores. Percebo que antes o que eu nominava de ansiedade era puro receio, ou medo, das atitudes ou da inércia das outras pessoas. No momento que eu tenho consciência que eu fiz tudo que estava ao meu alcance, não há mais 'ansiedade'.

Falo o que penso e prefiro dizer uma dura verdade do que fingir algum sentimento inverídico. Seleciono sentimentos e cultivo as emoções boas.
Aprendi a cuidar do meu corpo e da minha mente. Aprendi a respirar fundo e a nutrir meu corpo com energia vital. 

Hoje eu me respeito, me amo profundamente e apenas assim posso amar verdadeiramente o próximo. O único amor incondicional é o próprio... aprendi a cuidar da minha essência e daqueles que amo.

Ainda tenho muito a aprender, minha caminhada está apenas no começo... mas só de sentir essa vibração e essa vontade de seguir o aprendizado, fico ainda mais feliz!

O Yoga é uma revolução interna, é o despertar da consciência. Aprendi muito... conheci melhor meu corpo, meus limites e minhas emoções.

Nessa bela caminhada yogue entrei em contato com diversos ensinamentos, como as terapias ayurvédicas (milenar medicina indiana) e massagem abyanga. São filosofias milenares e curativas que fazem um bem incrível em nossas vidas. 


Dentro da Ayurveda, entrei em contato com a culinária ayurvédica... aprendi usar temperos deliciosos a fim de equilibrar o organismo (quero e preciso aprender muito mais). 


A massagem abyanga é a automassagem ayurvédica com óleos que têm o poder de equilibrar e curar... falando assim parece utopia, né? Mas posso dizer que senti na pele as mudanças! Além da cura de males do corpo, faz um bem danado para a mente... é inacreditável a sintonia e a sensação de plenitude!



Esse texto é apenas um relato dos benefícios e das mudanças que o Yoga fez e proporcionou em minha vida. De forma alguma é um texto que lhe orientará de como fazer, pois não tenho formação - apenas estou conhecendo e me encantando com tantas maravilhas que estão ao nosso dispor e estou compartilhando com você!

Para uma completa e correta imersão, aplicação e conhecimento existem profissionais muito bem preparados que poderão lhe auxiliar, procure um professor/instrutor de yoga com uma boa formação e um terapeuta ayurvédico que tenha feito o curso completo, inclusive com módulo na Índia. 



Obrigada a todos que caminham comigo! Namastê!! 




quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Dica de leitura: “O Segredo do Anel”, de Kathlen McGowan.

Essa obra está esgotada, porém, depois de receber indicações procurei na Estante Virtual (site que reúne todos os sebos do Brasil: www.estantevirtual.com.br) e consegui! Fiquei muito satisfeita, na verdade, amei o livro, pois além de entreter com uma história fascinante, trouxe à tona fatos que eu sempre acreditei a respeito de Jesus Cristo e Maria Madalena (esse não foi o primeiro livro desse tema que eu li).

O livro levanta a questão de como seria o mundo se tivesse sido possível para várias mulheres, personagens da história mundial (Maria Antonieta, Joana d'Arc, Maria Madalena e outras), contar a história sob seu ponto de vista. Porém, o tema central é o suposto Evangelho Segundo Maria Madalena e a sua verdadeira história com Jesus Cristo.

O livro é uma ficção tendo como pano de fundo a suposta história de Maria Madalena e Jesus Cristo. O livro passeia por Jerusalém, França - região de Languedoc e Estados Unidos. Prepare-se para aventura, suspense e romance com muitas revelações, pois o livro trata de pontos obscuros da história oficial e revê o papel feminino em acontecimentos importantes ao longo dos séculos. Apesar de ser uma ficção, a própria autora nos faz crer ao término do livro que os fatos são verdadeiros, mas que ela utilizou-se de uma ficção para poder contar a história.

Você já se perguntou qual é a verdade a respeito disso tudo? Eu sou Cristã e cresci com os ensinamentos católicos, porém, isso não me fez fechar os olhos para alguns fatos que nunca me pareceram bem explicados. Há muito tempo li alguns livros que falavam da relação de Jesus e Maria Madalena e confesso que fiquei fascinada e cada vez mais curiosa, pois quero saber a verdade e minha fé não se baseia em puritanismo.

Os religiosos pensam que caso o amor e o casamento de Jesus e Madalena fosse provado, e revelado, que Jesus perderia sua pureza e a divindade, acarretando a perda de fiéis. Eu, particularmente, discordo! Pra mim, e como no livro mesmo fala, não há nada mais sagrado do que o amor entre duas pessoas que se amam e se respeitam. Pra mim, o fato de Jesus ter sido ou não casado com Madalena não muda em nada minha crença, aliás, só aumentaria minha admiração por uma pessoa que lutou para levar a Palavra de Deus aos homens. Na verdade, a minha fé nada tem a ver com esse estereótipo de pureza imaculada. A natureza superior e divina de Jesus, por seus atos e palavras é indiscutível, casado ou não!

Sem querer criar polêmica – até porque nada está provado, nem reconhecido pelo Vaticano, bem como tudo está no campo das conjecturas, acho bem interessante a tomada desse livro. Se tudo que está nessa obra for verdade realmente, o que mudaria para o mundo? Pra mim em termos de fé e crença nada, mas com relação à Maria Madalena ficaria muito satisfeita em saber que a história seria finalmente contada. Até porque não gosto nem um pouco de histórias distorcidas ou contadas aos pedaços. A Igreja já admitiu que Madalena nunca fora prostituta, mas nem todos sabem disso e continuam falando inverdades. Basta de obscuridades e informações incompletas, acredito que o mundo mereça conhecer a verdade dos fatos, seja ela qual for.

Esse livro levanta também a questão de Judas Iscariotes. Foi ele um traidor mesmo? Segundo Madalena, não. E Paulo? Negou Jesus três vezes por medo ou vergonha de sua fé? No livro há outra perspectiva sobre tudo isso que no mínimo nos faz refletir... Claro que não são provas definitivas (nem eu estou aqui para dizer o que é certo, errado, verdade ou mentira), mas são pontos de partida a serem refletidos e estudados, pois eu parto do princípio que a história contida na Bíblia é acima de tudo uma história de amor e que tem que ter um compromisso com o que realmente aconteceu.

Quero que a fé das pessoas tenha como base fatos verdadeiros e não seja construída em cima de obscuridades, mistérios, culpas ou medos. A história é linda. Sempre soubemos que a história de Jesus Cristo é uma história de amor pelo próximo, e quem sabe num futuro próximo possamos conhecer toda verdade, seja ela qual for.

Esse livro me cativou não só pela história intrigante, mas também pela forma delicada como tratou de um tema tão polêmico, sem impor pensamentos, apenas abrindo os horizontes para que possamos falar sobre tais supostos acontecimentos. Já estou em busca dos outros livros dessa escritora a respeito desse tema. Na verdade é uma trilogia: “O Segredo do Anel”, “O Livro do Amor” e “Fonte dos Milagres”.

Importante esclarecer que de forma alguma estou dizendo que os fatos contidos no livro são reais ou verdadeiros, pois como já foi dito, nada até hoje fora provado ou reconhecido pelo Vaticano. Essa obra apenas põe lume à discussão de um tema muito polêmico e nos faz refletir. O que posso dizer é que para mim, a minha fé não se abalaria se tais afirmações fossem mesmo comprovadas.


Recomendo a leitura!

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Dica de leitura: “Infiel”, de Ayaan Hirsi Ali.

O livro recebeu o nome “Infiel”, que literalmente significa "sem fé", que é o termo usado especialmente pelos muçulmanos para designar quem não tem crenças religiosas, ou que duvida ou rejeita os dogmas básicos desta religião, acredito que pelo motivo de fazer profundos questionamentos ao exercício da fé cega, nos provocando e nos fazendo avaliar as condutas e as consequências desse sistema político-religioso.

A obra não irá tentar lhe converter ao islamismo e nem mesmo fazer apologia à fé, é uma obra descritiva da vida das pessoas submetidas a esse sistema. É daquelas leituras que do começo ao fim escancara a realidade, a hipocrisia religiosa, expõe as fragilidades dos dogmas e das promessas de felicidade e abundância de vida plena.

Prepare-se para a biografia comovente e emocionante de Ayaan, uma mulher nascida em um dos países mais miseráveis da África – Somália, e, contrariando todas as expectativas de vida das Somalis, se rebelou ao sistema opressor e com muita luta chegou ao parlamento holandês.

A narrativa é impressionante, sobretudo para nós ocidentais que vivemos numa realidade de aparente liberdade de expressão. É difícil imaginar a vida de Ayaan naquela violência diária, onde nenhum desejo lhe era permitido, aos cinco anos de idade sofreu clitoristomia, suportava surras frequentes de sua própria mãe e fraturou o crânio após ser espancada por um pregador do Alcorão.

Outro detalhe absurdamente entristecedor dessa leitura é perceber a ausência de segurança e estrutura familiar – os filhos, vítimas da própria sorte emocional, com a mãe preocupada com o cumprimento das obrigações religiosas, o pai, quase sempre ausente, pois era um importante opositor da ditadura de Siad Barré e em consequência disso, a família fugiu para a Arábia Saudita, depois Etiópia, e finalmente no Quênia.

Ayaan presenciou vários níveis de submissão à cultura muçulmana, e aos poucos foi analisando a situação e mudando seu pensamento, sobretudo após ser obrigada a casar-se com um marido que o pai escolhera. A análise psicológica que a autora faz de si mesma durante o relato é maravilhoso e profundo, ela se questiona o tempo todo a respeito do que estava fazendo e do que estava sentindo, se sente culpada pelo simples fato de questionar-se e de avaliar se era certo ou errado, justo ou injusto, e quanto mais entendia os seus sentimentos, mais percebia e sentia a necessidade de rebelar-se contra os costumes muçulmanos rigorosos, com os quais não mais concordava.

O livro é uma aula de amor-próprio, de democracia e de liberdade. Além dela se questionar e contestar o sistema, ela explica e fundamenta suas atitudes e decisões, nos fazendo entender muitos meandros desse sistema.

Ayaan acabou fugindo e se exilando na Holanda, onde pode vivenciar os valores ocidentais iluministas da liberdade, igualdade e democracia. Passa, então a adotar uma visão cada vez mais crítica do islamismo ortodoxo, concentrando-se especialmente na situação de opressão e violência contra a mulher na sociedade muçulmana. A partir de então, ela passa a lutar para ajudar outras pessoas que como ela não mais aceitavam essa submissão, porém, muitos obstáculos testaram sua força.

Impossível não se revoltar ao ler a descrição da luta de Ayaan, da forma como ela viveu sua infância, sua adolescência e como transcorreu sua libertação desse sistema que além de toda violência real, havia a violência emocional, a culpa e as mágoas. Ao ler, nos colocamos em seu lugar, pensamos como ela e nos indignamos com a ingenuidade daqueles que tem o poder de fazer a diferença, mas que por muitos motivos, e até por acreditarem ser exagerados os relatos de violência, nada fazem.

O livro é incrível. É mais que uma biografia. É um relato histórico a respeito de vidas dilaceradas por um sistema político-religioso que dá sustentação à violência praticada dentro das casas pelos próprios familiares. Como ela mesma diz em seu livro, quando dogmas dão guarida para que uma pessoa use de força para garantir que sua vontade prevaleça acima do outro, percebe-se que há algo equivocado e que a violência está presente. E continua: dizer que o Islã, ou que o Alcorão prega uma religião de paz, quando na verdade funda sua linha dogmática em submissão e ausência de questionamentos, descortina-se a fragilidade dessa paz, de suas orientações religiosas e das condutas humanas. Realmente, é um livro histórico e que nos faz pensar profundamente em toda essa questão.

Ayaan se tornou conhecida mundialmente por sua luta pelos direitos da mulher muçulmana e por suas críticas ao fundamentalismo islâmico. A revista Time a incluiu entre as cem pessoas mais influentes do mundo. Ela merece nosso respeito e admiração pela força e pelas atitudes corajosas, e, sobretudo, pela persistência em lutar contra costumes tão fortemente enraizados e que tantos sofrimentos causam.

Terminei o livro muito impressionada. Aprendi muito e recomendo essa obra fascinante.

Fiquei ainda com mais vontade de conhecer novas filosofias, religiões e costumes para entender e aprender mais sobre essa diversidade que temos em nosso mundo. Jamais me sentirei no direito de julgar ou de criticar - e não o estou fazendo, apenas esse post retrata o que senti e o que aprendi ao ler essa obra.

Boa leitura!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Dica de Leitura: "As Violetas de Março", de Sara Jio.

As Violetas de Março” foi a primeira obra de Sara Jio, onde ela nos apresenta seu estilo incrível de escrever: histórias fortes, com desdobramentos além do tempo atual, fazendo de forma perfeita a ligação com acontecimentos do passado com conseqüências no futuro. Eu já tinha lido o segundo livro dela “Neve na Primavera” – que me encantou, porém, esse livro foi além: me prendeu me envolvendo na história do começo ao fim de uma forma inacreditável e emocionante.

Outro traço dessa autora é que ela entremeia a história com sentimentos psicológicos dos personagens de uma forma leve, nos fazendo viver intensamente o enredo, como se estivéssemos dentro do livro. Ela também traz detalhes que quando lemos não se apegamos, mas depois ela remete a eles de forma fascinante, nos fazendo lembrar e pensar que é uma história real.

O livro conta a história de Emily, uma escritora que apesar de sucesso não gosta muito de seu próprio livro. Depois de não conseguir dar continuidade a sua obra e também após seu divórcio, Emily decide viajar para Bainbridge — a ilha onde visitava quando menina — para tentar reorganizar seus pensamentos e sua vida.

Na casa de sua tia na ilha, Emily encontra um diário de 1943 – que nada mais é que uma biografia misteriosa que envolve antigos habitantes da ilha e que tem muito a ver com sua própria história, mas que ela nem imagina.

Com essa biografia tão rica de mistérios e sentimentos, Emily tenta investigar a história fascinante do diário e ao mesmo tempo sai em busca de as respostas para as lacunas em sua própria vida e acaba entendendo vários sentimentos e acontecimentos escondidos por sua família.

Essa obra é maravilhosa, mostrando que “o grande amor perdura ao tempo, à mágoa e à distância. E mesmo quando tudo parece perdido, o verdadeiro amor vive.” (fl. 276)

Quando comecei o livro, não conseguia mais largar... na primeira noite fui até a página 171 e na segunda noite já o terminei. Detalhe: na apresentação da obra tem a citação da música brasileira "Águas de Março" do Tom Jobim! Como não amar?



Essa obra é incrível e agora estou louca por outras! É impossível não se envolver e não se emocionar.

Terminei o livro emocionada e arrepiada. O amor, realmente, é o sentimento mais incrível e que mesmo o tempo não consegue apagar.

Recomendo! Certamente você terá lindas e agradáveis horas de leitura fascinante!

Boa leitura!